Sabem aquela famosa expressão: "não era isso que eu queria dizer"?!?
Provavelmente era mesmo. De outra forma podia ser dito de outra forma, ou não ser dito de todo. Sou do tipo de pessoas que acredita que tudo aquilo que dizemos e não dizemos vem de nós. Assim como as nossas expressões, interjecções e outros ões, bem como silêncios, são reflexo de todo um turbilhão de raciocínios, ideias, ligações e situações que nos sugerem coisas, ideias e imagens. Todas elas intrincadas, inculcadas e funcamentadas nas nossas vivências, experiências e formas de ver e de sentir o mundo.
Se é particularmente verdade para o que é dito, é-o tão mais verdade para o que é escrito. Quando escrevemos temos tempo para seleccionar a palavra, seleccionar a ideia, o que queremos dizer claramente e o que está nas entrelinhas. Não é isso mesmo a arte literária, a capaciade nos fazer viajar, sentir de acordo com as interpretações de cada palavra?
A escrita transporta-nos para outra dimensão, distancia-nos da realidade, promove a emoção, o turbilhão de sensações, que nos podem levar a euforias ou a depressões.
Cada palavra dita, escrita, pensada têm vários sentidos possíveis, dependendo do contexto, de quem as escreve e a quem se destina. cada palavra tem impacto no outro, seja alguém perfeitamente identificado ou a um público anónimo.
Se não querem ser interpretados, não falem, não escrevam, não sorriam, não respirem, não vivam. Tudo é interpetável e tudo tem um valor simbólico.
As palavras divertem-nos, deprimem-nos, mas tornam-nos humanos.
Greatings
NSAS
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terça-feira, 31 de março de 2009
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